Sporting, Benfica, Porto e até mesmo o Braga têm feito uma época relativamente atribulada. Todos têm tido alguns jogos onde sentem uma maior dificuldade para ganhar. O Sporting está a passar por esses jogos agora enquanto os outros clubes têm alternado momentos de forma (mesmo estando na fase inicial do campeonato).

Bem presente na memória de todos estarão:

– Os empates caseiros do Benfica contra o Vitória e Besiktas e a dificuldade em levar de vencida o Primeiro de Dezembro,

– Os empates do Porto contra Copenhaga, Tondela, Vitória de Setúbal,

– Os 2 pontos conquistados pelo Braga em 12 possíveis na Liga Europa,

– O mês de Outubro do Sporting.

Qual é a principal diferença então? As “crises” não aparecem do nada e os adeptos do Sporting parecem mergulhados na mais profunda das depressões. Há uma necessidade patológica de nos fazermos sentir mal a nós próprios.

Começa-se a notar o resultado do trabalho de background feito por Rui Barreiro, e o seu bando, nos adeptos do Sporting! Desde a necessidade constante de contestar tudo, passando pelas notícias plantadas na imprensa e culminando com o miúdo que anda pelos fóruns e redes sociais a atacar a forma e o conteúdo da comunicação do Sporting.

É obra! Não somos capazes de saborear o que de bom se faz sem entrarmos na torpeza. Apertamos na nossa própria perna um cilício que nos impede de correr e atingir o nosso propósito.

Os jogadores podem jogar mais? Sim! O treinador tem obrigação de fazer melhor? Claro! A direção pode oferecer mais estabilidade? Sempre! Têm os adeptos o direito a protestar? Óbvio! Mas é a gestão emocional destes quatro pilares que garante a estabilidade suficiente para que uma cultura de vitórias de instale em Alvalade.

“Quem é fiel no pouco, também é fiel no muito, e quem é desonesto no pouco, também é desonesto no muito.”

Ser “fiel” ao Sporting é o único caminho para conquistarmos algo esta temporada. É claro que muitos preferirão o caminho que lhes permite dizer um “eu bem avisei” sempre que têm oportunidade. Ser “fiel” não é para todos mas tenho a certeza que preferirão a nobreza da conquista de títulos à sabujice do desdém. Pelo menos os Sportinguistas… Os verdadeiros.

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